Relatório da ONU diz que alcançar a Meta de Desenvolvimento Sustentável do Fome Zero até 2030 pode não ser possível

Mantendo 2030 como a meta do ano, a ONU lançou 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) para transformar o mundo. Entre todos os outros 17 ODS, o Fome Zero é a meta número 2, lançada no ano de 2012. O Fome Zero visa eliminar todos os tipos de fome e desnutrição do mundo até o final de 2030. No entanto, no recente relatório intitulado State of Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2020, a ONU alertou que atingir o Fome Zero até o final de 2030 é quase impossível, pois o relatório avalia que em 2019 globalmente, 690 milhões de pessoas sofriam de fome extrema, 10 milhões a mais que no ano passado.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: O surto de coronavírus não veio sozinho, está trazendo consigo uma recessão mundial. Esse duplo problema vai piorar a situação, alertou o relatório. Ele revelou ainda que mais 130 milhões de pessoas sofrem de fome crônica em 2020.



Dados de 2019

Em 2019, a Ásia era o continente mais faminto do mundo, com 381 milhões de pessoas famintas.

África ficou na segunda posição com 250 milhões de famintos. A ONU ainda estima que até o final de 2030 a África será responsável por mais da metade das pessoas que passam fome no mundo.

Seguidos pela América Latina e Caribe, ambos ficaram em terceiro lugar, com 48 milhões de pessoas famintas.

ONU: Refeição Saudável de Menor Custo

Em média, a refeição saudável de menor custo custa mais de US $ 1,90, que é mais do que o limiar internacional de pobreza. Apenas por causa do valor do custo, cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo não podem pagar. Assim, piorando a situação.

ONU: Fome entre as Crianças

A fome entre as crianças não é um problema apenas do presente, mas também do futuro, pois as crianças são o futuro deste mundo.

De acordo com o relatório, cerca de 191 milhões de crianças com menos de 5 anos passam fome e estão desnutridas. No entanto, na Índia, o registro de desnutrição abaixo de cinco anos diminuiu de 21,7% em 2004-06 para 14% em 2017-19, mas os especialistas temem que isso pandemia pode corroer o progresso.

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