Caracterização

A Freguesia de Alcobertas situa-se a norte do Concelho de Rio Maior, a cerca de 12 quilómetros da sede, estendendo-se por uma área total de 32 km2. A paisagem e o ambiente têm características serranas, de transição para a Estremadura. Esta é uma freguesia riquíssima do ponto de vista arquelógico, tendo aparecido imensos vestigíos por todo o seu território. O topónimo "Alcobertas" tem origem árabe, derivando possivelmente de "alcoble" ou "al-coble", que significa "pequena torre ou torrinha". É possível que em tempos a construção mais elevada da região fosse o dólmen. A 4 de Julho de 1536, por carta de D. Afonso, Cardeal de S. Brás, arcebispo de Lisboa, Alcobertas foi instituída como freguesia pertencente à Igreja Matriz de Alcanede. Até 24 de Outubro de 1855, a freguesia pertenceu ao concelho de Alcanede, passando depois a integrar o de Rio Maior. Nas últimas duas décadas do século XX, a evolução demográfica da freguesia foi pautada por uma certa estabilidade. No Censo de 1981, a população residente era composta por 2100 indivíduos, baixando muito pouco, no Censo de 1991, para os 2091 habitantes. O Censo de 2001 registou 2042 habitantes. Em termos económicos, a freguesia caracterizou-se, até à decada de 70, por uma economia de subsistência, baseada na agricultura e pastorícia, onde os baldios comunitários da Serra dos Candeeiros e a nascente da Ribeira de Alcobertas desempenhavam um papel proponderante. Actualmente, a agricultura tem ainda uma função importante, destacando-se o cultivo para autoconsumo de produtos hortículas, cereais, feijão, batata e a produção vinícola e a olivicultura. A partir dos anos 70, a suinicultura ganhou também um estatuto económico assinalável, levando mesmo Alcobertas a ser conhecida como uma terra muito importante na produção de carne de porco. E paralelamente surgiu a avicultura, Com o tempo, o sector secundário foi-se impondo como um dos principais pilares de economia local, devido essencialmente à extracção e transformação de pedra, sem esquecer o papel importante da construção civil e indústria do calçado ao empregar muitos jovens. Nos últimos anos, registaram-se ainda alguns investimentos industriais, principalmente no sector das serrações de pedra.